Nos momentos em que estamos vivendo com tranquilidade em nosso ambiente residencial, de trabalho ou lazer, raramente damos atenção às saídas de emergência. Felizmente, os profissionais que projetam esses espaços seguem normas específicas para que as pessoas possam utilizá-los com segurança.

Por uma definição simples, as saídas de emergência são um rota de saída, um caminho contínuo, devidamente protegido, proporcionado por portas, corredores, halls, passagens externas, balcões, vestíbulos, escadas, rampas ou outros dispositivos de saída ou combinações destes, a ser percorrido pelo usuário, em caso de incêndio, de qualquer ponto da edificação até atingir a via pública ou espaço aberto, protegido do incêndio, em comunicação com o logradouro. A  norma ABNT NBR 9077:2001 orienta sobre alguns aspectos que devem ser observados e atendidos. 

As portas citadas na norma são essenciais para proporcionar a segurança das pessoas e devem ser especificadas de acordo com o nível de desempenho, ocupação e uso do espaço, neste caso, a norma que orienta o profissional é a ABNT NBR 15930-3: Portas de madeira para edificações – Parte 3: Requisitos de desempenho adicionais. Segundo o texto, o profissional que irá especificá-las deve levar em consideração se a ocupação será privativa, coletiva ou pública e também o futuro uso do ambiente que pode ser residencial, corporativo, hoteleiro, hospitalar, educacional ou esportivo. Abaixo confira o detalhamento dos requisitos:

Importante destacar que antes da porta ser considerada de saída de emergência, é necessário caracterizar o seu perfil de desempenho, ou seja, se ela é uma PEM (Porta de Entrada de Madeira) que faz a comunicação entre uma unidade autônoma e a área comum de circulação da edificação, abrigada das intempéries; PEM RU (Porta de Entrada de Madeira Resistente à Umidade) que é a porta de entrada que separa pelo menos um dos ambientes submetido à ação da umidade; ou PXM (Porta Externa De Madeira) que é aquela destinada ao uso quando há exposição ao sol, chuva, etc. Em todos os casos, ela deve ter uma largura mínima da folha da porta de 900 mm.

Além disso, os profissionais devem estar atentos aos requisitos de projeto aplicáveis às portas, de acordo com os ambientes onde elas serão instaladas. Alguns exigem a especificação de portas com barras antipânico, visor e retenção de fumaça. Em nenhum dos casos é permitida a presença de componentes plásticos nas ferragens (fechaduras, dobradiças, pivôs, maçanetas, puxadores e barra antipânico). Veja mais detalhes abaixo.

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