O Produto Interno Bruto (PIB) da construção civil no 1° trimestre de 2021 cresceu 2,1% em relação ao 4° trimestre do ano passado. O índice supera o crescimento do PIB do país, que no mesmo período registrou alta de 1,2% segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no início de junho. O resultado positivo, no entanto, ainda está 2,8% abaixo do 4° trimestre de 2019, de acordo com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).

O setor da construção enfrente desde julho de 2020 alta nos preços dos materiais de construção, provocando adiamento de novos lançamentos e preocupação no curto e médio prazo. Conforme os resultados do Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), calculado e divulgado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), o custo da construção acumulou alta de 12,99% nos últimos 12 meses encerrados em abril deste ano. Neste período, o custo com material apresentou elevação de 29,9%. A alta no preço dos insumos, inclusive, aparece como o maior problema enfrentado pelo setor na Sondagem da Indústria da Construção Civil, realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) no 1º trimestre de 2021. A alta dos preços dos materiais de construção refletiram na queda de 58% dos lançamentos nos três primeiros meses deste ano, em relação aos últimos três meses de 2020.

Intenção de compra

Outro indicador que se mostra favorável é o de intenção de compra tanto de imóveis voltados para o público de alta renda, quanto para o público de baixa renda. A pesquisa, realizada pela Brain Inteligência Estratégica em cinco regiões brasileiras, demonstrou que o nível de intenção de compra de imóveis está “estável” em 2021, em comparação a 2020. No caso dos imóveis de alto padrão, o foco é o investimento, avaliam os especialistas. Outro fator que impacta esse cenário é a posição dos bancos na manutenção das taxas de juros, que deve ser mantida até o final de 2021.

A pesquisa mostrou também que as pessoas preferem moradias próximas das atividades do seu dia a dia. Cerca de 62% dos entrevistados disseram optar por imóveis menores, mas que estejam mais perto dos locais que frequentam em suas rotinas, enquanto 38% preferem um imóvel maior e que pode estar mais distante do trabalho e das atividades.

Os Indicadores Imobiliários Nacionais da CBIC do primeiro trimestre de 2021 trouxeram também que as vendas de imóveis novos subiram 27,1%, na comparação com o mesmo período do ano passado.

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Fonte: CBIC

Imagem capa Marcos Marcos Mark por Pixabay

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