As portas de madeira podem estar sujeitas ao ataque de xilófagos, insetos que se alimentam da madeira, devido à sua condição natural biodeteriorável, por isso, quando a condição de exposição e uso da porta de madeira exigir resistência ao ataque dos agentes biológicos deve ser considerada ABNT NBR 15930-3 – Portas de madeira para edificações – Requisitos de desempenho adicionais. A norma de portas estabelece a utilização de madeira com durabilidade natural (com resistência ao ataque de organismos xilófagos) adequada ou adoção de um método de preservação da madeira, por meio de tratamento químico, quando a durabilidade natural não for suficiente para atender aos requisitos de durabilidade ou vida útil do componente de madeira.

Os agente biodeterioradores da madeira podem estar no ambiente e atacar a porta de madeira, já que a biodeterioração é uma característica inerente à madeira. Assim, o construtor também tem um papel importante para prevenir patologias causadas por insetos. A norma especifica que seja realizada inspeção e limpeza do solo da área da construção e que não permita o acúmulo de resíduos de madeira no solo, pois esses são fatores que facilitam a proliferação de xilófagos e a ocorrência de futuros ataques aos produtos de madeira, incluindo as portas. Outras medidas recomendadas são a prevenção no entorno da construção, como cuidados com as árvores, e a limpeza do solo.

A especificação do nível de resistência a xilófagos da porta para os diversos ambientes em que a porta será inserida é de responsabilidade do construtor, o qual deve considerar o ambiente litorâneo mais agressivo e, portanto, um nível de durabilidade intermediário ou superior.

Vale lembrar ainda que qualquer ocorrência de ataques de organismos xilófagos deve ser tomada uma providência de forma imediata pelo usuário, com a ajuda de uma empresa especializada, para a manutenção da vida útil de projeto (VUP) da porta de madeira.

Fonte: PSQ-PME

Foto capa: Cytonn Photography on Unsplash

VOLTAR