Este é o sétimo trimestre consecutivo de crescimento do setor 

Uma análise da conjuntura econômica nacional foi apresentada pela CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção), neste mês de junho. Nela, a economista da entidade, Ieda Vasconcelos detalhou alguns aspectos macro que estão impactando a construção civil como a inflação, as taxas de juros, emprego e resultados do PIB (Produto Interno Bruto) do 1º trimestre de 2022.

No que se refere à construção civil, os dados apresentados, que incluem a construção de edifícios, serviços especializados para a construção e obras da infraestrutura, apontam crescimento de 0,8% ainda no primeiro trimestre. “Essa alta representou o sétimo trimestre consecutivo de crescimento do setor”, disse Ieda Vasconcelos. 

Segundo análise da economista, considerando a expectativa atual, a construção civil deverá crescer 2,5% este ano. Mas apesar de positivo, se o setor mantiver esse patamar de alta, a recuperação do pico de atividades alcançado em 2014 somente deverá acontecer no ano de 2033. “Mas, se nos próximos anos esse número de crescimento se fortalecer, e alcançar, por exemplo, 4%, esse tempo de recuperação poderá ser reduzido”, explicou. A especialista falou ainda sobre a importância da participação da construção civil para a retomada econômica: “Para o país consolidar seu crescimento sustentado, vai precisar, necessariamente, passar pelas atividades do setor”, completou. 

Em maio deste ano, o INCC (Índice Nacional de Custo da Construção) aumentou 2,28%, o que corresponde à maior elevação do ano. No acumulado dos cinco primeiros meses de 2022, o índice registrou elevação de 5,28% e, nos últimos 12 meses, 11,59%. O cenário ainda requer atenção, com o aumento elevado dos insumos do setor, o que acaba gerando incertezas e adiando novos lançamentos. De acordo ainda com Ieda Vasconcelos, menos lançamentos significa menos obras no futuro e menos obras representam menos empregos e, consequentemente, menos renda para a economia. “Por isso, essas elevações no custo do setor  preocupam  tanto”, concluiu.  

Para assistir a live completa da CBIC com todas as análises econômicas, clique aqui!

VOLTAR