Pesquisas com matérias-primas, modernização e novos produtos estão entre os reflexos da NBR 15930

O investimento em pesquisas para aprimoramento das portas de madeira que já fazem parte do portfólio das empresas e o desenvolvimento de novos produtos cresceu ainda mais depois da introdução da norma NBR 15930. Esta evolução faz parte do planejamento das indústrias para acompanhar as tendências do mercado e trazer mais opções para o segmento da construção civil, que procura atender o cliente final de forma cada vez mais personalizada.

A introdução da NBR 15930 fez com que muitas fabricantes procurassem meios para melhoria dos modelos já existentes com o objetivo de agregar ainda mais qualidade aos produtos já em catálogo e também adquirir as certificações. “Sem dúvida a norma, e suas evoluções, incentivam a busca de novas soluções. Definir parâmetros técnicos com a respectiva comprovação formal e idônea, associados a um mercado atento às obrigações de desempenho, permitirá uma concorrência comercial sem prejuízo à qualidade”, destaca o diretor Comercial da STM Portas, Washington Luis de Almeida.

A empresa, entre estudos e testes, incluiu a utilização de MDF resistente à umidade na fabricação dos produtos para obter maior padronização. “Todos os marcos (batentes), alizares (guarnições), requadros e reforços de fechadura das folhas das portas agora são nesse material”, afirma Almeida.

O início da busca por alternativas, com maior resistência à umidade e padronização fabril, segundo Almeida, iniciou em meados de 2014. “Com base nas informações técnicas vigentes e os esforços das áreas de Compras Diretas e Qualidade, nos permitiu, primeiramente em simulações internas, e na sequência no IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas), caminhar no desenvolvimento de um produto final que atendesse esses objetivos”, afirma.

Na mesma linha, a Vert/Adami desenvolve constantemente testes para adequação e criação de novos produtos. “Utilizamos novas matérias-primas ou realizamos mudanças na engenharia dos produtos. Estes materiais são testados junto ao IPT para verificação de desempenho”, enaltece Leandro Magueroski, supervisor de Qualidade e Desenvolvimento.

Embora ainda não tenha lançado um produto, a empresa iniciou a certificação com a porta PEM (Porta Externa de Madeira) e buscou a certificação da porta PIM (Porta Interna de Madeira). E no momento está trabalhando para a homologação dos itens: Kits PIM, PIM RU (Porta Interna de Madeira Resistente à Umidade) e PEM. “Temos em nosso planejamento incluir novas portas que atendam outros requisitos e especificações da norma. Buscamos a melhoria contínua dos produtos e serviços e, conforme vamos alcançando os resultados almejados. Avançamos na certificação de novos materiais”, assegura Leandro.

Já a Rohden Portas agregou a certificação PIM e PIM RU na gama de portas que já tinha em linha e analisa a entrada de outros produtos junto à ABNT (Associação Brasileira de Norma Técnicas) para a ampliação dos modelos certificados.

“Qualificamos um colaborador interno para conhecer melhor os requisitos da norma. Entre vários testes, o de esforço mecânico foi um dos que demandaram muita atenção”, conta Eládio Rohden, do departamento de marketing da empresa.

Isso porque, segundo Rohden, as diferentes matérias- primas existentes no mercado podem apresentar resultados variados. Portanto, a empresa realiza diversos testes para selecionar os materiais que oferecem o melhor desempenho atingido nos ensaios laboratoriais.

“É crucial expor os produtos com diferentes bases de engenharia a testes, pois somente desta forma pode-se selecionar os itens que fornecerão o desempenho exigido pela norma”, salienta.

Publicado originalmente na Revista Portas de Madeira nº3, publicação do PSQ-PME.

VOLTAR